sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Orador

Anthony Lake (Director Executivo da UNICEF)

Tema da Palestra

Parcerias

Resumo da Palestra

O Director Executivo da UNICEF, orador convidado para apresentar a palestra do dia 21 de Fevereiro, começou por recordar a toda a assistência que o 8.º Objectivo do Milénio é “estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento”. Esta parceria tem um claro objectivo, diz, diminuir as desigualdades entre os vários países do mundo, simplificar o comércio, distribuir a riqueza e pretende ser implementada em todos os Estados-Membros da ONU.

Estabelecer parcerias é um mecanismo a que muitas organizações e instituições recorrem, pois permite unir recursos humanos e recursos materiais com proveniências diferentes, aumentando a possibilidade de sucesso do projecto escolhido.

A ONU, por exemplo, convida-nos todos os jovens do mundo a juntarem-se à sua parcial global para a juventude a partir de 2015.

O orador quis depois ouvir as respostas do público à sua pergunta: o que quer dizer ser “parceiro” de um qualquer projecto?

As respostas focaram a participação no projecto: todos os que estão envolvidos no mesmo têm de contribuir para a melhoria e o desenvolvimento da parceria. Abordaram a Advocacia (Advocacy), os participantes devem divulgar o seu projecto local e globalmente, através dos meios que tenham disponíveis. Pensou-se ainda na função de coordenação e de divisão de tarefas, de organização de eventos e de acompanhamento das metas.

Deram-se exemplos de pequenos projectos locais, em parceria com as Câmaras Municipais, escolas e negócios locais, etc.
O orador quis então saber se os projectos tinham sido melhores e mais bem sucedidos por se ter utilizado uma parceria, e se ter envolvido entidades externas. Notou que as respostas eram quase sempre positivas, mas que o estabelecimento de parcerias implicava um bom planeamento e acompanhamento do projecto.
Terminou a sua formação com um desafio: Queria que os participantes imaginassem um projecto qualquer que tivessem posto em prática e os benefícios que formar uma parceria tinha trazido a esse projecto. Queria, a seguir, que imaginassem todos (ou quase) os Governos do mundo, os seus cidadãos e organizações a desenvolver parcerias com um objectivo comum, diminuir as desigualdades e a pobreza. Pediu, por último, se pensassem se esse projecto seria possível e quais os obstáculos a ultrapassar? E se fosse possível, quais seriam os resultados? E mesmo se não fosse possível alcançar todos os objectivos, haveria algum benefício em tentar?
Para concluir partilhou apenas que, para si, caberia a cada um dos seus ouvintes daquele dia, dar pequenos passos para esse fim. 

Escolhe para colocares no blog uma parceria que a tua companhia esteja a desenvolver este ano e explica os seus objetivos.

Achas que essa parceria contribui para o desenvolvimento local?

E para o desenvolvimento global?

Dá exemplos e partilha! 

(não te esqueças de assinar os teus comentários)


Tarefa de dia 19 - solução

Caras Diplomatas,

Aqui fica a resposta ao desafio de ontem:



Proporção Inicial
Proporção Real
Produtores

0,09€
Exportadores

0,09€
Distribuidores/Transportadores

0,57€
Torrefação (Torradores)

0,57€
Comerciantes

0,43€
Total
1,75 €
1,75 €


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Caras Diplomatas,

Já fizeram a vossa tarefa de hoje?
Aguardamos os vossos comentários (assinados)!
Amanhã de manhã daremos a solução.


Oradores

Angelo Carseta - autor do artigo “As duas almas do comércio Justo”

Tema da palestra

Comércio Justo

Resumo da palestra

A formação deste dia teve como objetivo principal dar a conhecer o movimento do Comércio Justo e quais os seus princípios.

O Comércio Justo (CJ) é um movimento internacional, criado nos anos 1960 na Holanda, baseado na promoção de uma aliança entre todos os atores da cadeia comercial, dos produtores aos consumidores, excluindo os intermediários não necessários, visando denunciar as injustiças do comércio, estabelecer preços justos para toda a cadeia comercial e construir princípios e práticas comerciais cada vez mais justos e coerentes. O café foi o primeiro produto a seguir o padrão de certificação deste tipo de comércio, em 1988.

• A preocupação e o respeito pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do comerciante;
• A criação de meios e oportunidades para os produtores melhorarem as suas condições de vida e de trabalho, incluindo o pagamento de um preço justo
• A proteção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, das crianças e dos povos indígenas;
• A consciencialização para a situação das mulheres e dos homens, enquanto produtores e comerciantes, e a promoção da igualdade de oportunidades;
• A educação e a participação em campanhas de sensibilização;
• A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.

Para mais informações vê o nseguinte vídeo:


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Orador

Sheryl Sandberg (Empresária norte-americana e chefe de operações do Facebook)

Tema da Palestra

Empreendorismo

Resumo da Palestra

A formação deste dia começa com uma pergunta, lançada pela oradora do dia: O que é o empreendorismo?

Como podemos determinar se uma pessoa é um empreendedor e o que motiva as pessoas a seguir por este caminho? Explicou-se que o caminho para o empreendorismo começa com uma ideia e uma decisão. É, por isso, que podemos dizer que o empreendorismo é o processo de criar um modelo de negócios ou organização. O empreendedor é o responsável pelo sucesso ou insucesso desta ideia que desenvolve até ser economicamente sustentável, pelos seus trabalhadores e colaboradores e pelos restantes recursos que adquire e toma em consideração no planeamento do seu negócio.

O termo “empreendedor” terá sido utilizado pela primeira vez em 1723, e o economista Robert Reich indicou como qualidades essenciais do empreendedor a liderança, capacidade de gestão e de acompanhamento de equipas (team-building). A capacidade de rápido diagnóstico, de antecipação de resultados e de criação de estratégias de resolução de problemas devem também ser preocupações de quem queria tornar-se um empreendedor.

Sheryl Sanberg explica este fenómeno através das palavras de Paul Reynolds, o fundador do the Global Entrepreneurship Monitor e um conhecido empreendedor.

Diz-nos que a ideia de criar o próprio emprego e de cada um ser responsável pelo seu próprio destino profissional está muito disseminada nos Estados Unidos. Nesse país, inquirindo vários trabalhadores já em idade de reforma, percebemos que metade dos inquiridos foram trabalhadores por conta própria durante parte das suas vidas. O empreendorismo faz parte do conhecido “sonho americano”.

Esta é uma forma de criar as próprias regras da nossa vida profissional, explica, o nosso horário e de ver as nossas ideias ganhar forma, mas é também uma forma de maximizar o valor daqueles que têm um projecto ou uma visão.

Escolher este caminho envolve um grande risco e responsabilidade conclui.

Mas a melhor forma de perceber o empreendorismo é ouvir os testemunhos de quem, todos os dias, toma essa opção.

Vejam as seguintes histórias e partilhem connosco as vossas opiniões:

http://www.ted.com/talks/lang/pt/margaret_heffernan_dare_to_disagree

http://www.ted.com/talks/lang/pt/julie_burstein_4_lessons_in_creativity


https://www.ted.com/talks/shawn_achor_the_happy_secret_to_better_work?language=pt


  • Qual a que mais gostaram?
  • Imaginam-se a ter este tipo de ideias?
  • Deixem os vossos comentários assinados

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Oradores

Carlos Cabral Cardoso

Tema da palestra

Responsabilidade Social

Resumo da Palestra

Durante o dia de hoje concluímos que os factores que originam o conceito, responsabilidadesocial, são diversos.

Estes factores deram origem à necessidade de se observar uma responsabilidade acrescida das organizações.

Num contexto de globalização e de mutação industrial em larga escala, emergiram novas preocupações e expectativas dos cidadãos, dos consumidores, das autoridades públicas e dos investidores.

Os indivíduos e as instituições, como consumidores e/ou como investidores, adoptam, progressivamente critérios sociais nas suas decisões (ex: os consumidores recorrem aos rótulos sociais e ecológicos para tomarem decisões de compra de produtos).

Os danos causados ao ambiente pelas actividades económicas, (ex: marés negras, fugas radioactivas) tem gerado preocupações crescentes entre os cidadãos e diversas entidades colectivas, pressionando as empresas para a observância de requisitos ambientais e exigindo a entidades reguladoras, legislativas e governamentais a produção de quadros legais apropriados e a vigilância da sua aplicação.

Os meios de comunicação social e as modernas tecnologias da informação e da comunicação têm sujeitado a actividade empresarial e económica a uma maior transparência.

Daqui tem resultado um conhecimento mais rápido e mais profundo das acções empresariais – tanto as socialmente irresponsáveis (nefastas) como as que representam bons exemplos (e que, por isso, são passíveis de imitação) – com consequências notáveis na reputação e na imagem das empresas.

Face ao actual contexto económico débil, muitas empresas começaram a implementar e a desenvolver a sua responsabilidade social, oferecendo os seus produtos ou serviços a classes mais carenciadas. Potenciam o seu aumento de notoriedade empresarial ao contribuírem na ajuda social, conceito muito em voga e por outro lado, desta forma publicitam gratuitamente.

A Responsabilidade Social diz assim, respeito ao cumprimento dos deveres e obrigações dos indivíduos e empresas para com a sociedade em geral.

Para mais informações vê o seguinte vídeo:


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Oradores

Nancy Birdsall - Presidente fundador do Centro para o Desenvolvimento Global

Tema da palestra

Os Mercados no Mundo

Resumo da palestra

Na palestra deste dia irão ser analisados alguns mercados em todo o mundo para definir o que se poderá melhorar no futuro.

Primeiramente iremos analisar o que são mercados, isto é um local, físico ou virtual, onde se procede à troca de bens por uma moeda ou por outros bens.

Existem vários tipos de mercados dos quais provêm diversas estruturas de mercado, como o monopólio, o oligopólio ou a concorrência monopolística.

Podes saber mais sobre isto através do seguinte vídeo:


A palestra depois abordou a possível relação entre alguns dos mercados existentes e o ODM 8, a saber:

  • Monetário/Bolsista: ajudar os países menos desenvolvidos a conseguirem pagar as suas dívidas
  • Farmacêutico: conseguir assegurar preços suportáveis de medicamentos, para os países em desenvolvimento
  • Virtual: tornar acessível o contacto com as TIC para todos os países
  • Importações: os países menos desenvolvidos beneficiam de vantagens nas importações de bens, tendo sido diminuídas e excluídas, em alguns países, as barreiras aduaneiras (taxas que é necessário pagar para existirem trocas de bens entre países)
  • Cambista: valorização das moedas de países desenvolvidos, relativamente ao dólar
Notaremos  assim, que o peso da dívida pública dos países em desenvolvimento está a diminuir e mantém-se bastante inferior aos níveis históricos.

Para mais informações vê o seguinte vídeo: